Por que não há mais empresas B2B usando Realidade Aumentada e Realidade Virtual?

#

A Realidade Virtual (RV) e a Realidade Aumentada (RA) transformam os ambientes ao nosso redor. Essas tecnologias proporcionam experiências imersivas cujo impacto pode ir além do que pode ser obtido com imagens estáticas, como fotografias, materiais impressos ou mesmo infográficos. Entenda que estamos falando de duas tecnologias distintas, que vêm ganhando força. Mas por que ainda é tão pouco adotada?

A RV nos transporta para outro mundo a partir de uma simulação de um ambiente 3D gerada por computador, na qual as pessoas podem interagir. Já na RA, a tecnologia é usada para sobrepor uma imagem virtual ou som ao mundo real, alterando a aparência do ambiente em que estamos.

O que muitos não se atentam, entretanto, é que essas tecnologias podem ser adotadas como ferramentas de vendas eficazes. Elas contam histórias com emoção ou transmitem claramente dados e informações complexas sobre produtos. A partir da sua utilização, é o próprio cliente quem conduz a experiência – o que o coloca em uma perspectiva muito mais envolvente do que assistir passivamente a um vendedor floreando seu produto em um discurso ensaiado.

 

Leia também: INOVAR É MAIS QUE IMPLEMENTAR TECNOLOGIAS

 

Realidade Virtual e Realidade Aumentada têm um amplo leque de aplicações. Profissionais de marketing B2B tendem a desenvolver experiências baseadas em histórias e visualizações de produtos para situações como demonstrações, treinamentos, conferências e reuniões de vendas.

Embora haja inúmeras possibilidades de aplicação no B2B, quando vamos para a prática, observamos que ainda estamos no começo dessa tendência. Embora a tecnologia esteja disponível, exemplos significativos e eficazes são difíceis de encontrar: se olharmos além de eventos e demonstrações de produtos, eles são praticamente inexistentes. Enquanto isso, no mundo B2C, RA e RV são usados de forma mais extensiva e eficiente, sendo constantemente desenvolvidos.

Por que isso acontece? Estamos de fato perdendo algo, ou devemos parar de dar tanta importância a essas tecnologias?

 

RA e RV são apenas uma moda passageira?

Eu não apostaria nisso. Como falamos, quando se trata dessas tecnologias, este é apenas o começo da adoção pelas equipes de marketing B2B.

Setores que vêm impulsionando os gastos com RA e RV incluem manufatura, energia, construção, transporte e serviços profissionais. Segundo pesquisa realizada pela B2B Marketing, a adoção desses recursos por setores B2B quase alcançará o mundo dos consumidores. Em 2022, o número de experiências de RV em B2B será responsável por 40% de todas as experiências, indica o estudo.

A maneira como o público B2B se comporta também está mudando. Os compradores B2B já foram condicionados a esperar o mesmo tratamento personalizado que recebem durante suas compras na Amazon, por exemplo.

Mas RA e RV são apenas parte da resposta. Falamos sobre Realidade Aumentada e Realidade Virtual agora, mas a probabilidade é que essas tecnologias comecem a se fundir. Experiências de realidade mista irão surgir, criando um ambiente mais fluido e natural, onde podemos brincar com os objetos virtuais ao nosso redor.

 

Leia também: 4ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: NOVOS CENÁRIOS E DESAFIOS DO MARKETING

 

Então, por que mais organizações B2B não adotam VR e AR?

Entendemos que existem cinco questões principais para que seu uso não seja maior no momento, bem como cinco atitudes para superar essas barreiras:

 

1 – Ainda é uma novidade

Muitas empresas têm receio de adotar uma tecnologia nova antes que ela tenha sido amplamente testada. Elas não querem perder tempo e dinheiro lidando com um território desconhecido e estão esperando para ver os resultados do concorrente antes de mergulhar.

É sempre um desafio introduzir novas maneiras de trabalhar, especialmente em no mundo B2B – mas não é impossível. É essencial definir uma estratégia baseada na experiência do cliente e criar a ideia certa para estimular qualquer atividade antes de definir que RA e RV serão parte das ações táticas. Em seguida, encontre os líderes de negócio que você conhece e que darão apoio para que esse projeto pioneiro tenha suporte dentro da companhia. E, finalmente, trabalhe com um parceiro de negócios que lhe dê apoio na criação e desenvolvimento das experiências tecnológicas de RA e RV.

 

2 – Custo elevado

Há organizações que, quando ouvem falar em Realidade Virtual e Realidade Aumentada, imediatamente rejeitam esses recursos por entenderem que são muito caros.

RA e RV não precisam ter custos exorbitantes, mas como em qualquer campanha de marketing, é importante garantir que o investimento valha a pena. Por exemplo, se uma ferramenta de RV terá um custo mais elevado em comparação a outras iniciativas, mas poderá ser utilizada em todas as unidades da companhia na conversão de vendas de altos valores, durante o período de um ano, será que ela própria já não pagaria o investimento?

 

3 – Leva muito tempo para ser desenvolvido

Este é outro fator que afasta as empresas B2B da RA e RV.

Há cases que levam apenas algumas semanas para serem revertidos, outros demoram muito mais tempo. Mas, com os parceiros certos ao seu lado, não há razão para que esses recursos demorem mais tempo para serem desenvolvidos do que outras iniciativas avançadas de marketing, como vídeos e visualização/análise de dados.

 

4 – É apenas um artifício

Como dissemos, a RA e RV não estão na moda, simplesmente. De fato, algumas empresas as utilizaram para criar algum burburinho em seus eventos, por serem as primeiras a testar estes recursos. Porém, isso não é mais suficiente. Agora, o que está em jogo é desenvolver uma experiência diferenciada, estratégica, mas divertida e única, que só poderia ter sido desenvolvida pela sua organização.

Ainda será preciso superar esse mito de que RA e RV não são ferramentas adequadas para uma organização séria.

 

5 – A qualidade não é tão boa

Em alguns segmentos, como no de viagens e turismo, por exemplo, há preocupações com a qualidade em comparação com a tecnologia HD (alta definição) ou fotografias de alta resolução.

Sim, a RV ainda não é HD, mas vem se desenvolvendo. E ela é tão diferenciada no aspecto imersivo da experiência, que qualquer evidência da artificialidade tecnológica pode se tornar irrelevante. Para combater isso, o melhor é recorrer àquela velha prática, indispensável em qualquer ação de marketing: conte uma boa história.

 

Fonte:

Report Six examples of VR and AR in B2B marketing – B2B Marketing

Escrever um comentário