Inovar é mais que implementar tecnologias

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É comum que as palavras inovação e tecnologia sejam associadas uma a outra com frequência. E com o ritmo frenético de mudança que vivenciamos atualmente, acabamos ouvindo todos os dias algo sobre novas empresas ou tecnologias ditas inovadoras e revolucionárias. De fato, elas caminham juntas, lado a lado, mas não precisam estar de mãos dadas o tempo todo.

Como atividade humana, a tecnologia é a personificação de nossa capacidade em projetar máquinas, ferramentas, soluções e procedimentos que produzam resultados práticos, reprodutíveis e que simplifiquem nosso processo de solução de problemas.

A questão é que, em algum ponto dessa trajetória, acabamos por colocar uma ênfase excessiva na tecnologia e perdemos de vista as razões pelas quais criamos tantas novas tecnologias, ferramentas, máquinas, procedimentos… Mas é preciso lembrar que, antes de tudo isso, inovar requer pensar diferente e fazer diferente.

 

Se não pela tecnologia, então como inovar?

Como mencionado, a inovação não é a tecnologia em si, mas sim o processo utilizado para criá-la, a forma como você a aplica. Além disso, a inovação precisa gerar ganhos para quem usa. Nesse jogo, a tecnologia é um meio para que você alcance um determinado objetivo ou resolva um problema. Por exemplo: você não utiliza um aplicativo no seu smartphone sem uma finalidade pré-estabelecida. É via app que você pede uma refeição, se diverte com um jogo, faz uma transação bancária, realiza uma compra e por aí vai. Somente após compreender o desafio a ser realizado a tecnologia entra como meio para facilitar a solução, seja tornando o processo mais ágil, mais barato, ou trazendo outros benefícios para quem usa.

Acontece que ela acaba sendo a parte mais visível das complexas questões que enfrentamos e continuaremos a enfrentar nos próximos anos. Ainda é importante acrescentar que, embora o uso de muitas tecnologias esteja cada vez mais acessível, não são tantas as soluções que conseguem ter um impacto efetivo e genuíno no dia a dia.

A tecnologia pela tecnologia, pura e simplesmente, não nos leva a lugar algum.

Muitas empresas anseiam pela ruptura digital e enxergam uma grande necessidade de inovar, agilizar, reduzir custos e acelerar o crescimento. Nesse cenário, o que os profissionais de marketing B2B precisam, mais do que nunca, é ter a capacidade de produzir insights a partir de tecnologias capazes de ajudá-los a conhecer seus clientes.

Sabemos que diferentemente dos nossos primos do B2C, trabalhamos com baixos volumes de clientes (raramente chegam a milhares no B2B). Não somos privilegiados com grandes quantidades de dados que possibilitem vastas análises estatísticas. Porém, se nos permitirmos conhecer todo o potencial existente na combinação de tendências como Inteligência Artificial, Realidade Virtual, Big Data, Chatbots, pesquisa por voz, dentre tantas outras, podemos nos surpreender com as possibilidades de cruzamento de dados.

A questão é que, seja B2C ou B2B, é necessário haver mais que grandes volumes de dados. É preciso ter em mãos os dados certos, realizar correlações e análises profundas e traçar as estratégias apropriadas para cada cenário e público – trabalhos que não saem prontos de nenhuma ferramenta.

Sobre este último ponto, recomendo a leitura do nosso artigo JTBD: ESTRATÉGIA COM FOCO NOS DESAFIOS DO CLIENTE.

 

Inovação baseada no cliente e para o cliente

Claramente, as empresas ainda não perceberam o poder de utilizar tudo isso com o objetivo de criar experiências verdadeiramente personalizadas e relevantes para seus clientes. Frente a toda essa enxurrada de dados e algoritmos, a relevância de profissionais não apenas criativos, mas capacitados em análise de dados no marketing nunca foi tão válida e necessária.

Leia também: DESAFIOS DE UMA EXPERIÊNCIA PARA O CLIENTE

É tempo de utilizar as tecnologias como ferramenta para produzir insights ricos, estratégias com ações interligadas e abusar de todo o potencial da criatividade. São esses insights o melhor combustível para transformar as ideias em resultados de negócios.

Veja que, por exemplo, com o poder da Inteligência Artificial para processar e analisar dados, a qualidade desses lampejos pode ser aplicada para potencializar a experiência oferecida ao seu público, criar conteúdos cada vez mais úteis e relevantes e aumentar as chances da tão desejada inovação bem-sucedida, ou seja, que gera resultados positivos para o negócio. A tecnologia está presente, mas há um fator humano altamente necessário.

Há, então, a necessidade de contar com profissionais capazes de gerar, identificar e selecionar ideias que sejam realmente apoiadas e dimensionadas. Nesse caso, a solução está em investir no ambiente de trabalho, em contratar e capacitar talentos e em oportunidades para encorajar a criatividade e a inovação. Isso não requer apenas visão, mas sim a habilidade de examinar e conectar dados com análises estratégicas para gerar resultados práticos para os clientes e para o negócio, aproveitando, assim, tudo o que a tecnologia pode nos oferecer.

Leia também: INBOUND RECRUITING: COMO ATRAIR, ENGAJAR E CONTRATAR TALENTOS PARA A SUA ORGANIZAÇÃO

Fontes / Referências:
B2B innovation needs human insights
Innovation Isn’t Just About Technology

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